Para ampliar e facilitar o acesso da população aos conteúdos da nova lei, a Prefeitura de São Paulo desenvolveu esta publicação que apresenta, de forma ilustrada, as 10 estratégias do Plano, bem como perguntas e respostas para entender como pode o PDE vai mudar a cidade.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
O Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo, de 31 de julho de 2014, é uma lei municipal que orienta o desenvolvimento e o crescimento da cidade até 2030. Elaborado com a participação popular, o PDE direciona as ações dos produtores do espaço urbano, públicos ou privados, para que o desenvolvimento da cidade seja feito de forma planejada e atenda às necessidades coletivas de toda a população, visando garantir uma cidade mais moderna, equilibrada, inclusiva, ambientalmente responsável, produtiva e, sobretudo, com qualidade de vida. A nova administração municipal deve regulamentar alguns instrumentos urbanísticos previstos e rever outros vigentes, de forma a tornar São Paulo mais aderente à cidade real pré-existente e mais atrativa a atividades econômicas que reforcem seu perfil de cidade global, e à condição da 3ª maior metrópole do mundo.
"A pesquisa que embasou a elaboração desta publicação foi iniciada em 2010 e partiu de uma inquietação: no bojo de um ciclo de crescimento econômico nacional bastante sólido, que implica uma intensa atividade da construção civil na área habitacional, estão sendo construídos nas nossas cidades prédios e mais prédios, sem qualquer critério. Novos bairros crescem Brasil afora em meio a uma espécie de euforia construtiva, mas não parece haver o cuidado necessário com a qualidade urbana resultante, a injustiça social que nossas cidades produzem, tampouco os impactos desse crescimento sobre o meio ambiente. Em outras palavras, o que nos preocupava era o seguinte: que tipo de cidades estamos construindo para as gerações futuras?"
"Quando o espaço social deixa de se confundir com o espaço mental (definido pelos filósofos e pelos matemáticos), com o espaço físico (definido pelo prático-sensível e pela percepção da “natureza”), ele revela sua especificidade. Será preciso mostrar que esse espaço social não consiste numa coleção de coisas, numa soma de fatos (sensíveis), nem tão-somente num vazio preenchido,como uma embalagem, de matérias diversas, que ele não se reduz a uma “forma” imposta aos fenômenos, às coisas, à materialidade física."
A
Prefeitura de São Paulo, acaba de
disponibilizar o “Guia de boas práticas para os espaços públicos da cidade de
São Paulo” para consulta e download aqui no Gestão Urbana. O objetivo é
difundir e propor boas práticas de desenho urbano, de ordenamento ou de
reordenamento da paisagem, tanto no âmbito das experiências implantadas na
cidade, quanto das referências e possibilidades de soluções de desenho. Esse
último abrange os espaços de uso do pedestre, como calçadas, ampliações de
calçadas e espaços de fruição. A publicação faz
parte do processo de revisão dos instrumentos de Planejamento e Projeto Urbano,
cujo resultado ultrapassou a mera revisão dos Marcos Regulatórios da Cidade
na reestruturação da forma de se desenvolver projetos.
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